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O que é ser cristão?

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diegorubin
10 de Janeiro de 2016, 18:25
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Introdução

Antes de mais nada, queria deixar claro que esse é um texto voltado para pessoas que já se enxergam como cristãs. Não é um texto com o objetivo de apresentar o cristianismo, quero escrever sobre isso em algum momento, mas não é o objetivo desse texto. O objetivo é uma reflexão sobre o que é ser cristão feito por um cristão.

Durante um ano e meio, toda vez que havia a possibilidade, gastamos um tempo em nossas reuniões do grupo de jovens e adolescentes da nossa igreja estudando e discutindo a respeito de um dos discursos mais famosos de Jesus, o Sermão do Monte.[1]

Eu defendo a ideia que esse sermão deveria ser utilizado como introdução a vida como discípulo de Cristo. Acredito que nossas classes de catecúmenos[2] deveria ser utilizado esse sermão de Jesus como material base, pois esse parece ser claramente o objetivo de nosso Senhor, apresentar como um discípulo verdadeiro deveria agir, apresentar as características que deveriam servir de base para um cristão ser reconhecido. Infelizmente existe um senso comum relacionado a esse tema, como um cristão se comportaria, ou seja, como definir quem seria ou não um cristão, que não poderia estar mais equivocado, quem são os discípulos de Cristo? Para ilustrar o que estou tentando dizer, veja o excelente vídeo feito pela IECLB Ituporanga. Não abordarei o tema igreja, que no vídeo também é tratado, meu foco neste momento é o cristão e é para essa questão que gostaria que o leitor prestasse atenção ao assisti-lo.

Atualmente existem muitas pessoas que se intitulam cristãos porém desconhecem totalmente os ensinamentos de Jesus Cristo. Acreditam ser discípulos de Cristo por pura inércia. Pensamentos do tipo: "nasci em uma família cristã", "vou a igreja porque preciso de uma vida melhor", "as comunidades evangélicas é um movimento social que me atrai", "meus amigos vão a igreja e gosto de estar com eles" fazem com que muitas pessoas se auto denominem cristãos. Congregam com as motivações mais diferentes possíveis e com objetivos muitas vezes egocêntricos e egoístas. Gastam tempos e tempos em reuniões, cultos, aulas e quaisquer outras atividades relacionadas a uma instituição porém com pouco ou nenhum interesse em conhecer a essência do chamado "cristianismo".

E ainda, no meio dessa série de atividades parece não haver tempo para aprender sobre Cristo. E a própria liderança das igrejas não parecem se importar muito com isso também. Para as crianças dizem: "São muito pequenos ainda, não iram entender.", porém gastam tempos e tempos dando aulas sobre Moisés e as pragas, Davi e as guerras, Elias e a idolatria e até mesmo aulas sobre Abraão, com a costumeira enfase no quase sacrifício de seu filho Isaque, um tema extremamente complexo e profundo da Bíblia, e que levou Soren Kierkgaard a escrever um dos livros mais difíceis que já tive em minhas mãos, um tema que é impossível entender de forma plena sem ter primeiramente entendido o próprio sacrifício de Cristo. E com isso simplesmente é negligenciado ensinos de nosso Senhor que podem ser utilizados pelas crianças de forma imediata em suas recentes vidas.

Quando a criança chega na adolescência chega também o momento de discutir as novas experiencias que estão tendo com seu corpo. Os problemas de integração que muitas vezes aparecem na apavorante escola, com a formação de grupos e com a exclusão de quem não merece fazer parte dos mesmos. Na igreja é tempo de brincarem, de se divertirem. Se ficarmos querendo que aprendam sobre Jesus vamos acabar perdendo os mesmos - "Vamos trazer videogames para a igreja", "vamos fazer festas; algumas até mesmo com temas tirados da bíblia", "vamos fazer um retiro, com futebol e piscina, para eles se entrosarem" - então surgem as soluções que aparecem para manter os "prisioneiros". Mas é lógico que no meio de tudo isso vamos ter mensagens, principalmente mensagens falando para não ficarem no celular ou redes sociais, mensagens comparando João Batista com o Capitão América ou qualquer outro super-herói da vez, não vai fazer sentido mesmo, mas chama a atenção da molecada. E ainda mensagens de pregadores saudosistas, tentando fazer com que essa turminha realmente acredite que no tempo deles era melhor. Jesus ai no meio desses discursos vazios somente em "Ele te ama", "Ele tem um plano para sua vida". "Plano? Que plano?" - algum dos ouvintes pode perguntar ao pregador - "Leia a bíblia rapaz, você vai ver" - poderá receber como resposta ao seu questionamento. Assim um jovem além de não ser instruído corretamente, não é motivado pois será colocado perante uma tarefa bastante árdua, pegar um livro gigante e sem saber muito por onde começar. Você leitor, pode pensar agora, esse cara ai está louco, está criticando algo que é absolutamente correto; "certo, certo" eu respondo, pergunte para o eunuco etíope se Filipe fez diferença em sua vida[3]. É muito fácil dizer que "nossos filhos não tem vontade de ler a Bíblia" quando não estamos gastando o minimo do tempo que dispomos para ajudá-los nessa tarefa. Porém ajudamos os mesmos em diversas outras tarefas. A realidade que vejo aqui é que nós mesmos não gostamos de ler a Bíblia, nossos filhos são apenas reflexo.

O adolescente vira jovem, muitos vão para a faculdade e então novos desafios e problemas. Não é "justo" a igreja "cobrar" algo de quem já está ocupado com disciplinas complexas e provas desgastantes. Ao invés de ensinar sobre lições do nosso mestre vamos "ajudar nossos jovens em um processo muito difícil na vida do ser humano, encontrar um companheiro ou companheira". "Vamos fazer reuniões entre nossas comunidades para que jovens se conheçam".

Também não seria justo querer que pessoas adultas estudem os ensinos de Cristo, "afinal de contas existem famílias para serem cuidadas e muitos problemas para serem resolvidos". "Precisamos ter como foco o sofrimento dos nossos adultos para insumo de nossos estudos. Eles precisam ouvir mensagens de esperança". O grande problema que vejo nessa atitude e que se formo de fato para a Bíblia existem poucas mensagens de esperança para este mundo. Dado que fazemos parte de um reino que ainda não está completamente neste tempo, a nossa esperança deve estar focada em um tempo vindouro.

E em algum momento no meio disso tudo as pessoas evoluem para um novo estado, um estado em que já conhecem bastante sobre tudo a respeito de Cristo e coisas tipo o significado da Santa Ceia que é praticada todos os meses, parábolas e sermões de Jesus são coisas simples de mais, coisas introdutórias. "Para quê ficar vendo esse tipo de coisa, faz anos que estou na igreja?".

Será que esses pensamentos podem fazer parte de um cristão autentico? Será que realmente conhecemos aquilo que dizemos ser o centro de nossas vidas? Aquilo que chamamos de nossa única regra de fé e prática realmente o são?

Um recorte da nossa sociedade

Nosso país ainda é visto como um país de maioria cristã.

Minha estranheza em relação a isso é por quê a corrupção continua aumentando? Por quê nossa sociedade não torna-se mais justa, com menos preconceitos e com diminuição na desigualdade dado as características que Jesus exige de seus discípulos?

Não estou aqui defendendo a perfeição do discípulo de Cristo, sei que isso não será atingido dado o estado do ser humano, porém se não houver mudança nenhuma após um real encontro com Cristo, algo de errado há.

Católicos e evangélicos não pensam duas vezes em responder afirmativamente quando questionados se são cristãos. E historicamente é conhecido que o movimento evangelical sempre reivindicou uma fidelidade maior em relação aos católicos em relação ao que as Sagradas Escrituras dizem. Sendo assim, se houver uma mudança quando a pessoa torna-se um cristão, nem que não seja perfeita, com o aumento desses cristãos que se dizem mais obedientes ao que Jesus ensina em nossa sociedade, como o IBGE[4] diz que há, vide a tabela abaixo, deveria haver uma melhora em nossa sociedade.

Religião Porcentagem em 2000 Porcentagem em 2010
Católica Apostólica Romana 73,6 64,6
Evangélicas 15,4 22,2
Espírita 1,3 2,0
Umbanda e Candomblé 0,3 0,3
Sem religião 7,4 8,0
Outras religiosidades 1,8 2,7
Não sabe/não declarou 0,2 0,1

Porém a sensação que temos não é essa. Jornais e revistas, por mais parciais que sejam mostram uma outra realidade, uma realidade que podemos sentir no dia-a-dia. E não, não restou me referindo aos nossos políticos, não sou romântico ao ponto de acreditar que o problema seja originário de Brasília. Mas acredito que o problema seja o contrario, os corruptos saem de todos os cantos do Brasil e se reúnem lá. Senhores e senhoras que foram para lá porque possoas igualmente corruptas pediram para ir para lá. Afinal de contas, vivemos em uma democracia.

Com isso, acredito sinceramente que há um grande problema com a real definição de cristão. Antes de falar sobre como podemos identificar um real cristão, quero discorrer primeiro o que já podemos descartar.

O que não é ser cristão

Antes de tentarmos responder nossa pergunta inicial, vamos entender o que não seria um cristão, para isso é preciso quebrar alguns conceitos que parecem fazer parte de nossa sociedade.

Para começar, quero citar Mike Mckinley. Em seu livro Eu sou mesmo um cristão? [5] ele escreve o seguinte:

O simples marcar uma opção numa ficha de papel e chamar-se de cristão não o torna um cristão.

Eu quero ir pouco além, ser cristão:

  • Não é uma pessoa que simplesmente acredita em um Deus pessoal;
  • Não é uma pessoa que simplesmente frequenta alguma instituição religiosa, ou como conhecida no meio, uma igreja;
  • Importante: Não é uma pessoa que simplesmente diz ser discípulo de Cristo.

Com base em que tiro essas afirmações? Durante o sermão que está servindo de base para a construção desse artigo, Jesus diz o seguinte[cite Mateus 7:21-23]:

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.

Atualmente, ou talvez desde o século IV ou V, dizer-se cristão é o caminho mais fácil em grande parte das civilizações, o motivo disso não quero aprofundar agora, afinal, isso foi ensinado-nos na escola. Porém essa facilidade passa muito longe do que Jesus diz[6]:

Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.

Com isso podemos começar a desconfiar dos números apresentados pelo IBGE.

Então, o que seria ser um cristão?

Historicamente os cristãos podem ser reconhecidos por compartilharem um documento em comum, este documento é compartilhado entre católicos e protestantes chamado Credo Apostólico, que diz:

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra.

Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Católica; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna.

Mas acredito que temos que voltar um pouco mais no tempo e voltar até a origem do termo cristão para continuarmos nossa reflexão. A primeira vez que o termo foi utilizado na Bíblia, no livro dos Atos dos Apóstolos 11:26:

E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.

O apelido foi utilizado para definir algumas pessoas que estavam compartilhando os ensinamentos de um novo mestre entre os judeus, Jesus, o Cristo.

Mas de forma bem simples, podemos dizer, como Jesus se refere ao homem prudente, o cristão é "Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica".[7]

Portanto, cristão de fato é aquele que busca entender os ensinamentos de Cristo. E que vai um pouco mais além que entender, é a pessoa que depois de entender vai lutar para que sua vida reflita esses ensinamentos. Simplesmente isso.

Essa parece uma conclusão um pouco simplista, porém com tudo acredito ser a mais acertada. Talvez essa definição reflita bem a teologia de Cristo. Simples de entender porém difícil de aplicar.

E com base nessa ideia, quero propor uma reflexão. Uma reflexão exigida também pelo sermão de Jesus. Avaliar nossa própria vida com base naquilo que é nós ensinado. Esse é um aspecto importante no discipulado apresentado por Cristo, existe o nível coletivo sim, mas primeiro é importante avaliarmos a nós mesmos.

Eu sou mesmo um cristão?

Com base em tudo o que vimos, podemos chegar a conclusão que não é simples responder a essa pergunta. Não é simples dizer se uma pessoa é ou não cristã. É fácil cair no engano do julgamento precipitado.

Acredito que essa é o tipo de pergunta que a resposta só poderá ser obtida de uma forma pessoal.

Porém podemos obter alguns indícios, conforme Jesus mesmo diz no sermão[8]:

Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?

Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus.

Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.

Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.

Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.

Uma pergunta que serve como guia é: Quais motivações e objetivos tenho como um servo de Cristo? Uma reflexão importante é solicitada por John Wesley em seu livro sobre o Sermão do Monte [9]:

Diga: "Não estou edificando a minha esperança naquilo que é igualmente incapaz de sustentá-la? Talvez eu esteja confiando no fato de pertencer a certa denominação, reformada segundo um modelo verdadeiramente bíblico, na crença de que é abençoada com a doutrina mais pura e a liturgia mais original, dependendo do fato de ser governada de modo mais apostólico?". Esses são motivos muito bons para louvar a Deus. São bons auxílios para a santidade. Entretanto, não são a santidade em si. Se eles nos separarem da santidade, não nos servirão para nada. Apenas nos deixarão com menos desculpas e mais expostos a maior perdição. Assim, se construirmos a nossa esperança sobre esse fundamento, ainda estamos construindo sobre a areia.

Precisamos aplicar o que Jesus ensina em nossas vidas e não "colocar" o que acreditamos na boca de Jesus.

Direcionamentos após nossos estudos

No último dia de estudo, quando falamos sobre a parábola do construtor sensato e do construtor insensato, saímos com a seguinte resolução:

  • Que possamos buscar forças em Jesus para desenvolver as características descritas por Ele no início de seu sermão;
  • Que possamos ser sal e luz do mundo, não juizes corruptos sempre rápidos em julgar baseados em uma justiça própria e lentos em estender a mão;
  • Que possamos entender e cumprir a lei da forma esperada, não apenas na aparência. E quando nos encontrarmos incapazes de fazê-lo, que possamos nos refugiar em Cristo e em sua Graça. E que após isso, por amor a Cristo, que possamos tentar novamente;
  • Que nossas ofertas e esmolas não sejam um alivio de consciência, nem barganha e nem que objetivem trazer honra e glória para nós;
  • Que nossas orações não sejam meras reclamações e exigências de um filho mimado e ingrato, mas que nos aproximem de nosso Pai e que nos façam reconhecer quão limitados somos;
  • Que nossos jejuns não sejam de aparência, mas não objetivem mostrar uma falsa espiritualidade e que nem sirvam de base para pensamentos que somos dignos de algum favor mas que sejam para nos quebrantar diante de um Deus santo;
  • Que possamos viver na dependência de Deus, vivendo de modo simples e buscando sempre juntar tesouros no nosso futuro lar;
  • Que nossos julgamentos sempre sejam para edificação do corpo e sempre de forma sábia e com amor;
  • Que possamos aprender a fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem e entender a diferença entre isto e fazer aos outros o que achamos que é o melhor para eles, entregando assim nossos restos e ainda achando que somos heróis por fazê-lo;
  • Que possamos andar pelo caminho estreito focando Jesus, porém também olhando as margens para que a semelhança dEle, libertemos os cativos e curarmos os enfermos;
  • Que possamos identificar os lobos, para que assim não sejamos tragados e nem permitamos que outras pessoas sejam. Mas que também lembremos que nossa luta não é contra carne ou sangue[10] e que não tornemos essa ordenança em uma caça as bruxas ou em uma inquisição. Que tudo seja feito em amor;
  • Que com base em tudo isso, possamos de fato construir nossa casa sobre a rocha, não sobre aquilo que achamos ser a rocha, para que o dia em que a tempestade enfim chegar, após esta, que tudo esteja no lugar em que deveria estar.

Conclusão

Como Fernando Anitelli diz em uma de suas canções: "Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz" [11]. Acredito que ele esteja correto e sendo assim também acredito que não adianta nada gastarmos tempos e tempos buscando conhecer tudo sobre o que Jesus ensinou, se não lutarmos para que nossas vidas reflita esse conhecimento. Se assim o fizermos todo o esforça terá sido em vão e como diria o pregador [12]: "também isto era vaidade" [13].

Talvez não possamos dimensionar verdadeiramente quem é cristão ou não, mas podemos ter algo em mente, como diz Mike Mckinley no mesmo livro que já utilizei neste artigo:

Com certeza, há tremenda clareza na equação, do lado de Deus. Ele não está nem um pouco confuso com relação a quem pertence ou não a Ele.

E para aqueles que realmente estão lutando diariamente para ser um servo fiel de Cristo, que possam ensinar os novos discípulos da forma correta. Que possam ensinar de aquilo que Cristo espera de fato. E que aqueles que querem ser servos verdadeiros tenham em mente, como Bonhoeffer escreveu [14]:

Quando Cristo chama um homem, ele ordena que esta venha e morra

Que os cristãos sejam novamente reconhecidos pelos seus atos que apontam para Cristo e não por discursos vazios. E que arda o desejo de conhecer de fato os ensinos de seu declarado mestre.

Para concluir, o que foi apresentado foi meu ponto de vista baseado no que estudei nos últimos tempos. Estou aberto a discussão e se quiser acrescentar algo a essa reflexão, mesmo que seja para discordar completamente, estou aberto a diálogos. Mas acredito que da mesma forma que é impossível existir uma pessoa que se diz torcedor verdadeiro de um time de futebol sem conhecer nada a respeito, e essa ideia é aceita tranquilamente entre as pessoas. Assim como é impossível alguém se dizer fã de um musico sem conhecer nem que seja algumas músicas ou admirador de um autor ser ler nem que seja parte de sua obra, concluo que é impossível se dizer cristão que, como vimos até aqui, é um imitador de Cristo sem conhecer as suas obras. Não tem como você imitar alguém que você não conhece. Simples assim.

Notas

[1] Também conhecido como Sermão da Montanha. Este sermão pode ser encontrado no livro de Mateus, nos capítulos 5, 6 e 7

[2] Nhttp://ieclbituporanga.com.br/ome dado a pessoa que ira realizar sua pública profissão de fé

[3] No capitulo 8 de Atos dos Apóstolos é relatado como Filipe ajudou um homem a entender as escrituras

[4] fonte: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/94/cd_2010_religiao_deficiencia.pdf, última visita em 31/12/2015 às 10:54

[5] Editado no Brasil pela Editora Fiel

[6] Mateus 7:13.14

[7] Mateus 7:24

[8] Mateus 7:16-20

[9] O Sermão do Monte, John Wesley, Editora Vida, págs 242,243

[10] Efésios 6:12

[11] Zaluzejo - O Teatro Mágico

[12] Forma como o Salomão, escritor do Livro de Eclesiastes intitula-se. Ver Eclesiastes 1:1

[13] Ver Eclesiastes 2:15

[14] Dietrich Bonhoeffer, The Cost of Discipleship (New York: Simon and Schuster, 1995), 89